Clínica Dr. Lucas Moura

Especialista em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo | CRM 125.324
CLÍNICA MÉDICA RQE 36686 | ENDOCRINOLOGIA & METABOLOGIA RQE 36687
Tireoide - Hipertireoidismo
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Hipertiroidismo é o nome dado à situação em que uma pessoa apresenta-se com elevações acima do normal nas taxas de hormônio tireoideano, podendo ter diversas causas.

Hipertiroidismo

1) O que é?

2) Existem sintomas?

3) A doença é genética?

4) O tratamento é por toda a vida?

5) Se não for tratada, quais os males que esta doença pode trazer para o organismo?

 

Respostas

1) Hipertiroidismo é o nome dado à situação em que uma pessoa apresenta-se com elevações acima do normal nas taxas de hormônio tireoideano, podendo ter diversas causas.

A causa mais frequente de hipertiroidismo é chamada de Doença de Graves, uma condição em que o próprio organismo, de forma ainda não esclarecida, produz um anticorpo que faz aumentar a produção do hormônio tireoideano de forma descontrolada. Outras causas seriam as tireoidites, que podem ser de origem viral ou inflamatórias, levando também ao estado de hipertiroidismo, porém com algumas diferenças na apresentação clínica, exames laboratoriais e de imagem, assim como, duração da doença e tratamento. Nódulos tireoideanos podem também produzir excesso do hormônio tireoideano. Uma causa muito comum nos dias atuais, é o uso indiscriminado de hormônios tireoideanos para o tratamento da obesidade, podendo levar aos mesmos sinais e sintomas da doença, sendo diretamente proporcionais ao tempo e dose utilizados. Ainda não podemos esquecer das causas de origem medicamentosa, por exemplo, amiodarona, que é utilizada para tratamento de arritmias cardíacas, carbonato de lítio utilizado no tratamento dos transtornos de personalidade e interferon alfa, utilizado no tratamento das hepatites virais; todos estes muitas vezes desencadeiam casos de hipertiroidismo.

2) Os sintomas são principalmente: ansiedade, irritabilidade, intolerância ao calor, sudorese excessiva, principalmente na  palma das mãos,  tremor de extremidades, insônia, emagrecimento, fome excessiva, taquicardia e em alguns casos alterações oculares (olhos saltados” e dor ocular).

3) Não existe na literatura comprovação definida de uma causa genética para a Doença de Graves , mas sabe-se que existe uma predisposição familiar bem definida, sendo que 15% das pessoas acometidas apresenta um familiar com a mesma doença, é cinco vezes mais frequente nas mulheres, sendo o período pós parto um evento que costuma desencadear a doença, assim como eventos estressantes, tabagismo, infecções e exposição ao iodo em grandes quantidades.

4) O tratamento é direcionado para a causa do hipertiroidismo, sendo necessário principalmente nos casos de Doença de Graves, onde a causa é auto-imune e dificilmente ocorrerá cura espontânea, como é o caso das tireoidites.

No hipertiroidismo de origem auto imune o tratamento poderá ser iniciado com medicações nos casos mais brandos, até obter uma resposta satisfatória, do contrário, nos casos mais graves o tratamento definitivo com iodo radioativo ou cirurgia se faz necessário, pois dificilmente consegue-se a cura apenas com comprimidos. Mas raramente é necessário tratamento por toda vida.

Nas tireoidites o tratamento é apenas direcionado para os sintomas, pois a doença apresenta um curso benigno, resolvendo após semanas ou quando muito alguns meses.

5) Caso esta condição não seja rapidamente diagnosticada e tratada, diversas alterações podem ocorrer, entre elas principalmente as arritmias cardíacas fatais, osteoporose, alterações oculares, alterações hepáticas, intestinais como diarréia crônica, alterações psiquiátricas, emagrecimento excessivo e no seu extremo a “ crise tireotóxica ou tempestade tireoideana”, que é basicamente classificada conforme tabelas padronizadas, pontuando cada sintoma conforme a magnitude do mesmo, e que geralmente leva o indivíduo ao atendimento de emergência e internação em unidade de terapia intensiva. 



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